quinta-feira, 28 de julho de 2016

Voltar? Mas nem tanto assim.

Não é que eu tenha desistido, ainda... É só que eu preciso de um lugar pra escrever. E este é o único que me ocorre. Daí que este blog foi revivido.


Eu já não sou mais eu o bastante pra dizer que voltei. Sou uma criatura mutante. Inconstante. Não cheguei ainda à perfeição que dispense mudanças. Muitas mudanças, ainda. Então não é saber se estou ou não de volta. É saber se estou bem. E eu ainda não sei. Mas agora não cabe estar bem ou não. Agora cabe apenas estar. Aceitando ou não, eu estou. Gostando ou não, eu estou. E, querendo ou não, vou permanecer. Por hora só me cabe permanecer. Até que a singularidade me engula. Até que a minha existência seja sorvida pela maior gravidade da matéria, ou da vida. Até que eu sinta estirpar o espírito do corpo.

Nesse meio tempo, vou vivendo. Hora sol, hora lua. Hora brilhando, hora sendo iluminado. E algumas vezes desaparecendo. Pois nem toda lua é cheia.

Não direi jamais que voltei. Nem buscarei a fonte da minha fé. Perdi algo dentro de mim. E por não saber o que foi, deitarei numa folha seca e descerei o rio.
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