Naquele dia, tudo era igual a sempre. Ele era diferente de todo mundo. Mas naquele dia, não importava, porque tudo estava recomeçando. Ele estava chegando numa escola nova. Numa cidade nova. Logo se mudaria para perto dali. Tudo estava de acordo. Nada em seu passado importaria. Viraria mais uma página, mas dessa vez para dar início a um capítulo completamente novo. Pelo menos foi o que pensou, naquela manhã de uma quinta-feira.
"Que droga de ideia é essa, de começar o ano letivo numa quinta-feira?" pensou. Mas foi um lapso momentâneo, e logo voltou a pensar em quantas coisas precisava deixar para trás. Era apenas um nerd sem nome e sem rosto, de quem ninguém se lembraria em sua outra vida. Mas tinha aprendido a deixar a sua marca. Certamente seria lembrado, dessa vez. Faria de tudo pra que, daquele ano em diante, onde quer que passasse, fizesse pelo menos um amigo. E essa era a diferença fundamental para o sucesso de seus planos mais novos.
Quando se deu conta, já estava na escola nova, olhando ao redor, e procurando saber como funcionava esse novo universo. Tratou de seguir a multidão até a quadra poli-esportiva do novo colégio, procurando informações sobre qual sala de aula deveria procurar. Teve tempo suficiente para memorizar alguns rostos, e sentir a presença de algumas pessoas das quais decidiu que não se aproximaria. Encontrou também alguns rostos que já havia visto, mas não saberia dizer onde ou quando. Encontrou uma folha com dezenas de nomes começando com suas iniciais, e logo descobriu a que sala deveria se dirigir, mas isso não ajudava muito, já que não sabia onde ficavam as salas de aula naquele colégio. Seu raciocínio estava muito acelerado, para o esperado, já que foi a primeira vez em algum tempo que acordou cedo, e não conseguia parar de comparar expressões e criar expectativas sobre cada pessoa que conseguia memorizar. Viu uma menina muito bonita, que lhe chamou a atenção rapidamente e concluiu "está aí uma pessoa que provavelmente não será minha amiga".
Não é que sua auto estima fosse tão baixa. Mas a vida lhe ensinou que quando alguém do sexo oposto tem tanta beleza, geralmente fica cercada de pessoas do sexo masculino que querem algo que ela finge não saber o que é. Sem contar nas garotas que parecem ser amigas dela. Muito enfase na palavra PARECEM. Seria perder tempo continuar focando nela. Encontrou outros rostos bonitos, mas nenhum lhe deu a sensação de que dividiriam a mesma sala de aula. Algumas pessoas mais velhas, outras mais novas... Algumas até pareciam ter a idade certa, mas não lhe davam a sensação que conviveriam muito.
De repente olhou para o relógio e, embora não parecesse ter passado mais de vinte minutos que estava ali, tinha a sensação de que estava tempo demais num lugar só. Todos começavam a se dirigir para algum lugar, menos ele. Olhou ao redor, para ter a certeza de qual o caminho que levaria a algum lugar, e deu uma última olhada antes de o seguir. Viu entrar pela porta uma pessoa que lhe chamou a atenção. Era, de algum modo familiar, mas não pelo rosto, ou pela forma de se mover. Então como será que essa pessoa parecia já ter passado pela vida dele? O movimento parou no começo de um corredor mais estreito, o que o fez perder o pensamento. Finalmente avistou uma plaquinha:
Salas
1 - 8 >
9 - 16 <
Seguiu pelas escadas antes desse corredor, e chegou a mais um corredor. Ao final, uma parede de tijolos. Teve a impressão de que veria algumas portas se seguisse até o final, mas prestou mais atenção no outro lance de escadas. Deduziu que a sala que procurava (número 6) não estaria no alto daquela escada, então seguiu para o fim do corredor, achando uma porta à esquerda, com o número 6 acima do batente.
A primeira coisa que notou ao entrar, foi que a menina bonita estava lá. Sentada exatamente no meio da sala. A segunda, é que estava atrapalhando a entrada de alguém atrás de si. Tratou de procurar uma cadeira desocupada entre a menina bonita e a saída. Não seria uma ideia muito inteligente se aproximar dela. Sentar-se muito atrás não ajudaria a fazer amizades muito úteis, e isso ele já havia descoberto no mais-que-perfeito. Também escolheu aquele a primeira cadeira da fila, porque facilitaria a saída em caso de qualquer necessidade. Não que não considerasse também a adaptação aos novos óculos.
Olhou em volta, pensando em como cumprimentar as pessoas, mas seus olhos pousaram em outra pessoa que definitivamente lhe chamava a atenção. Alguém que, pela segunda vez, emanava aquela energia conhecida, mas que não poderia adivinhar quem era. Era bonita, também, mas não foi isso que importou, naquele momento. E então uma decisão mudou o rumo da sua vida naquele momento, até o dia de sua morte: ele foi se apresentar. O seu instinto não se enganou daquela vez. Seriam amigos para sempre... (exceto por aquela vez, que não vem ao caso, quando estamos contando o começo dessa história).
O nome dela: Estrela. O erro: Sentar-se ao lado dele. Em qualquer outra situação, ela estaria livre de um amigo que teria de carregar até que a vida adulta os alcançasse.
***
Será que essa história tem continuação? E será que virá parar aqui? E quem será o protagonista da narrativa?
***
Fui!
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Quem são vocês?
Apenas mais devaneios e conclusões a que eu não sei se já cheguei...
Pensei hoje em muitas amizades que tive... E na forna como se dissolveram... Ou na forma como se mantiveram... Sumiram ou cresceram...
Tive um amigo mais chegado que um irmão... O mesmo amigo que não será convidado para o meu casamento...
Tive bons amigos, dessas amizades que duram muito... Até a formatura, pelo menos... Na verdade, não mais que isso.
Tive amigos dos quais os nomes não me lembro.
Tive amigos nas escolas... Nos cursos... No passado.
Tenho amigos que não parecem mais meus amigos. Mas ainda nos sentimos amigos uns dos outros. Mesmo que seja para nos falarmos em ocasiões sorteadas pelo acaso.
Tenho duas irmãs. Uma delas se chama Daniele Alves Dante. Tem tudo de perfeito cabível a um humano. Conhece bem, até, os caminhos que meus pais querem que eu siga. A outra, Raquel Teixeira de Freitas. O oposto da primeira. Mas não menos perfeita. Apenas segue um caminho diferente, com um coração tão puro quanto. Dois corações cujo valor não pode se comparar com os medíocres valores de pedras "preciosas".
E tem a Soraya... O que dizer da Soraya? É difícil falar dela... Primeiro, porque qualquer comentário pode ser mal interpretado. E segundo, porque eu não sei se existe algo para definir essa amizade, em particular. Somos mais que amigos. Somos como mestre e pupilo. Mas revezamos nos papeis. Somos como muletas, um para o outro. E também não sabemos quando seremos o aleijado. E mesmo assim, algumas vezes sinto como cresceu a distância entre nós. Acho que sempre seremos assim, a cada vez que nos encontrarmos(posso dizer que nos encontramos, se não nos vemos?). De certo, nunca seríamos amantes. E amizade nem de perto definiria o que há entre nós.
Jeane Meire Eufrásio da Silva. A amiga da Varanda. A única que já pisou lá. Minha amiga Mossoroense, a quem eu carinhosamente apelidei de "Mossoroca". Minha amiga de confidências que não chegariam a mais ninguém. Mas também, a quem chegariam, se não temos mais amigos em comum? E, para mim, o importante é que ela as leia.(Porque ouvir, é difícil... Nem que eu gritasse os meus sussurros a pulmões abertos).
Keyla Cristina Costa (quase Ayres)... É a Keyla... Keyla Cristina Costa, e como eu queria, que também já fosse Ayres. Aquela com quem eu vou me casar. Não! Aquela que vai assinar um papel junto comigo, para formalizar como manda a lei dos homens... Aquela com quem troquei votos. Com quem meu coração se casou há muito tempo. A pessoa certa, no lugar certo e, só talvez, no tempo errado. Mas ainda assim, a pessoa certa. Logo seremos um, aos olhos dos homens. Como sei que somos, aos olhos de Deus, para quem mil anos são como o dia que passou. Ela é minha amiga. E é minha esposa. Assim creio.
Quem são vocês? Meus amigos? Meus amores? São meus... ... ...?
Pensei hoje em muitas amizades que tive... E na forna como se dissolveram... Ou na forma como se mantiveram... Sumiram ou cresceram...
Tive um amigo mais chegado que um irmão... O mesmo amigo que não será convidado para o meu casamento...
Tive bons amigos, dessas amizades que duram muito... Até a formatura, pelo menos... Na verdade, não mais que isso.
Tive amigos dos quais os nomes não me lembro.
Tive amigos nas escolas... Nos cursos... No passado.
Tenho amigos que não parecem mais meus amigos. Mas ainda nos sentimos amigos uns dos outros. Mesmo que seja para nos falarmos em ocasiões sorteadas pelo acaso.
Tenho duas irmãs. Uma delas se chama Daniele Alves Dante. Tem tudo de perfeito cabível a um humano. Conhece bem, até, os caminhos que meus pais querem que eu siga. A outra, Raquel Teixeira de Freitas. O oposto da primeira. Mas não menos perfeita. Apenas segue um caminho diferente, com um coração tão puro quanto. Dois corações cujo valor não pode se comparar com os medíocres valores de pedras "preciosas".
E tem a Soraya... O que dizer da Soraya? É difícil falar dela... Primeiro, porque qualquer comentário pode ser mal interpretado. E segundo, porque eu não sei se existe algo para definir essa amizade, em particular. Somos mais que amigos. Somos como mestre e pupilo. Mas revezamos nos papeis. Somos como muletas, um para o outro. E também não sabemos quando seremos o aleijado. E mesmo assim, algumas vezes sinto como cresceu a distância entre nós. Acho que sempre seremos assim, a cada vez que nos encontrarmos
Jeane Meire Eufrásio da Silva. A amiga da Varanda. A única que já pisou lá. Minha amiga Mossoroense, a quem eu carinhosamente apelidei de "Mossoroca". Minha amiga de confidências que não chegariam a mais ninguém. Mas também, a quem chegariam, se não temos mais amigos em comum? E, para mim, o importante é que ela as leia.
Keyla Cristina Costa (quase Ayres)... É a Keyla... Keyla Cristina Costa, e como eu queria, que também já fosse Ayres. Aquela com quem eu vou me casar. Não! Aquela que vai assinar um papel junto comigo, para formalizar como manda a lei dos homens... Aquela com quem troquei votos. Com quem meu coração se casou há muito tempo. A pessoa certa, no lugar certo e, só talvez, no tempo errado. Mas ainda assim, a pessoa certa. Logo seremos um, aos olhos dos homens. Como sei que somos, aos olhos de Deus, para quem mil anos são como o dia que passou. Ela é minha amiga. E é minha esposa. Assim creio.
Quem são vocês? Meus amigos? Meus amores? São meus... ... ...?
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Paciência - -Lenine
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma,
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma,
A vida não para...
A vida não para...
Enquanto
o tempo acelera e pede pressa,
Eu me recuso, faço hora vou na valsa.
A vida é tão rara...
Eu me recuso, faço hora vou na valsa.
A vida é tão rara...
Enquanto
todo mundo espera a cura do mal,
E a loucura finge que isso tudo é normal,
Eu finjo ter paciência...
E a loucura finge que isso tudo é normal,
Eu finjo ter paciência...
O
mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será
que é tempo que lhe falta pra perceber ?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber ?
A vida é tão rara
Tão rara...
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber ?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo
quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para! A vida não para não...
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para! A vida não para não...
Será
que é tempo que lhe falta pra perceber ?
Será que temos esse tempo pra perder ?
E quem quer saber ?
A vida é tão rara!
Tão rara...
Será que temos esse tempo pra perder ?
E quem quer saber ?
A vida é tão rara!
Tão rara...
Mesmo
quando tudo pede um pouco mais de calma...
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma...
Eu sei, a vida é não pára...
A vida não pára não...
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma...
Eu sei, a vida é não pára...
A vida não pára não...
A
vida não pára...
***
Apenas como eu me sinto algumas vezes...
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
sábado, 22 de dezembro de 2012
"Cara Clara,
Eu não estou indo embora simplesmente porque chegou a minha hora, ou qualquer motivo parecido. Eu vou embora, porque mesmo que em algum dia tenhamos precisado da companhia um do outro, chegou o momento em que aprenderemos mais com a despedida do que a convivência nos ensinou durante este ano que mal pareceu uma estação. Na verdade, esta foi a única cidade onde o vento me deixou por tanto tempo.
Como recompensa pelo incômodo que talvez seja a incerteza de nosso reencontro, vou lhe dar o que todos os seus conhecidos esqueceram de desejar depois de um tempo: A minha história. Eu não espero que se satisfaça com essa história tão incompleta. Mas é a que tenho, também.
Muito tempo depois de descobrir como funciona o mundo, foi que encontrei o significado deste carretel que desenrolei todos os dias, desde que você me conhece. Nem mesmo sei se fui a pessoa certa a herdá-lo. Quando completei dezenove anos, recebi uma caixa de madeira das mãos de meu pai. Sei que ele estava triste, mas não me lembro da expressão do seu rosto... Não posso deixar de sorrir melancólico, pensando que nada lembro daquele homem, além de sua vós pronunciando as palavras '...do seu avô...'. Quando vi que no interior da tampa estavam pirografadas as palavras 'Um ano. Começa hoje', jurei que aquele velho que desapareceu muito antes do meu pai conhecer minha mãe perdera completamente o senso. O conteúdo da caixa não me deu impressão melhor: um pequeno carretel de madeira carcomida, enrolado com uma linha branca, tão pura e fina, que mal parecia uma linha. Suas camadas estavam tão bem enroladas que eu demorei para diferenciar aquela linha de um rolo de fita. E mais tempo para relacionar a frase, a caixa e o conteúdo.
Tende entender, Clara, que eu nunca tive um relacionamento muito chegado com meu pai. Mas saber que nenhum bem foi deixado pelo dele, além daquela caixa, e ainda mais saber que estava endereçada ao neto, e não ao filho, causou uma certa inveja que nos afastou mais ainda. E no meu aniversário de vinte anos, sem me lembrar das palavras proféticas naquela caixa, eu saí de casa. Não escolhi bens, roupas ou mesmo comida para levar. Saí de casa naquela manhã como todas as outras, com intenção de ir estudar, trabalhar, ou o que quer que eu tivesse de fazer... Mas naquele dia, tinha em minhas mãos um pequeno carretel, com uma linha que, mesmo depois de um ano, não estava nem um pouco suja. Parecia até mais branca do que no dia em que chegou nas minhas mãos. Eu o desenrolei um pouco do fio, e comecei a brincar com ela entrelaçando os dedos da mão direita tantas vezes que me espantei em perceber que o rolo ainda parecia cheio, enquanto minha mão desaparecia num emaranhado de fio. Soltei da mão aquele nó e o lancei ao chão, começando a enrolar o fio novamente. Mas ao envés de cair até o chão, aquele fio foi levado pelo vento.
Olhei para trás, e ao redor, talvez a procura de alguém que estivesse me observando, mas curiosamente eu estava só. Aquele lugar estava completamente deserto, a não ser, é claro, por um rapaz brincando com um rolo de linha. Um rapaz que nunca retornaria àquele lugar.
Olhei mais uma vez para o fio esticado à minha frente, cada vez mais alto, sumindo no infinito, e senti um imenso desejo de saber para onde iria aquele fino fio de branquidão. E foi a primeira parte da minha jornada. Comecei a enrolar aquele fio, com a certeza de que nunca terminaria, enquanto não descobrisse o quão longe ele chegara. E andando e enrolando aquele fio, cheguei a outra cidade. Depois a outro estado. E finalmente a outro país. aprendi a andar, a dirigir, a pedalar, a navegar e a pilotar. E o que mais demorei a aprender, foi que na véspera da minha partida, se desenrolasse aquele fio, apenas alguns centímetros, veria um cancho perfeito. Como se o fio estivesse se contorcendo por estar muito tempo enrolado. E no dia seguinte, ele se esticaria todo, mostrando-me um novo destino, com novas vidas, novos conhecimentos, novas experiências... Novos sonhos, que nunca realizarei completamente.
Desde então, tive inúmeras paixões, passei por infinitos lugares, e por fim perdi a noção do tempo. Não importaria mesmo a minha idade, enquanto eu não viveria o tempo como as demais pessoas. Como se eu não pudesse envelhecer enquanto viajava. Até o dia em que aquela linha me levou a um deserto. E a sede, a fome e a curiosidade, me levaram a atravessar o deserto até uma cidade, onde uma grande amiga se chamaria Clara. Onde faria os votos mais insensatos que um homem não deveria fazer: Jurei conter o coração. Acho que não preciso contar o que vem depois... Parte você conheceu... Parte eu não entendo ainda... Mas sei que ontem o gancho apareceu... E tive a certeza de que se passasse a noite escrevendo, no meu velho caderno, não poderia escrever algo para guardar... Teria de arrancar essas páginas amareladas, e escritas com as mãos cansadas de um viajante... Guardá-las num envelope e passá-las pela janela do quarto de alguém que não estaria dormindo... Sei com cada fio de cabelo nos meus braços, que você abrirá a janela, antes de ler essas linhas, mas não me verá. Ficará parada olhando para aquele pequeno fecho de luz, no meio da noite. A essa linha que sumirá aos poucos, enquanto sigo tentando descobrir onde foi parar novamente. E partirei. Sem despedidas, assim como ninguém recebeu anúncio da minha chegada.
Não espere que um pequeno fio vá aparecer no caminho do velho, novamente... Não pense que um forasteiro vai chegar novamente, enrolando um velho carretel de madeira, com uma linha tão branca como jamais poderá haver igual. E não pense que um dia verá o mesmo estranho que um dia saiu dessa cidade. Você não pode ter mudado tanto quanto eu. E nada me fez mudar ainda, como estarei mudado quando encontrar novamente a extremidade do meu guia.
Cresça, Clara. É o único caminho para você! É a única coisa que esperamos um do outro. E será mais um capítulo no meu diário de viagem. E mais um sonho deixado para trás."
Trecho do capítulo final de "O Empinador de Vento" - (AYRES , Jônathas Oliveira)
Assinar:
Postagens (Atom)
