domingo, 24 de janeiro de 2010

Encare os fatos... E cuspa na cara deles! Hahahahaha...

Dia estranho hoje... Não sei como definir, então vamos a ele!

Quando eu acordei, estava um pouco ansioso. Poucos minutos antes de o despertador tocar. Meu pai me perguntou se eu ia ajudar o meu tio com a mudança, mas eu não tava afim, então só disse que não... Nem me justifiquei, quando ele perguntou.

O motivo pelo qual eu estava ansioso, tem relação com um sonho de duas noites atrás, e com uma notícia que eu deveria receber. De fato, o sonho não está totalmente cumprido, já que das duas pessoas que nele apareceram, uma me deu a notícia que devia, e a outra só pode estar tramando algo pelas minhas costas... Mas não tenho certeza se essa segunda é quem foi no sonho, ou só alguém que deve ter igual significado (importância/influência, talvez).

Pois bem... a manhã foi pacata... a tarde começou monótona... Mas quando a Soraya entrou no msn, que é quem tinha de me dar a tal notícia... Nostálgico... Será que eu contei pra ela, que há dois anos e meio eu também tive um sonho, quando a mesma história aconteceu pela primeira vez? (acho que nem desta vez eu contei, então deixa pra lá...).

Ah, sim! A notícia, antes que eu me esqueça, é que ela está namorando. Por motivos que podem ser considerados aceitáveis para a maioria, mas que para mim não são bons o bastante, eu "surtei". Disse um monte de coisas que ela não precisava ouvir (ler)... Mas acho que, por ser ela, eu não preciso me desculpar... Ela faria algum discurso do tipo "Deixa pra lá", que não ia me convencer... Mas como eu já aprendi a ligar o tal do "Foda-se", vou deixar pra lá... Acho que ela também vai, embora talvez não devesse... Assim eu poderia aprender a lição e não repeti-la (muito improvável).

Depois eu simplesmente me acalmei. Tudo voltou à calmaria que eu sei criar em mim. Mas a parte da notícia que me chocou, (e eu poderia poupá-la desse "peso na consciência", mas acho que ele seria tão infundado, na atual conjuntura política-econômica do Haiti que vou dizer logo tudo) não foi o fato de ela estar namorando: foi o fato de ser um namoro virtual! Cara, eu não vou falar demais sobre o assunto, já que isso seria expor a vida de uma pessoa, o que não é direito meu, mas fala sério... O susto inicial foi que não é a primeira pessoa que me conta algo assim esse ano (Acho que foi a terceira) ... Mas o que me deixou pra baixo, mesmo, com a auto-estima destruida, foi que se eu, num namoro presencial, não fui suficiente para suprir o que esse cara pôde a quilômetros de distância, que valor tenho eu? Mas isso passou logo.

Infelizmente, quando a conversa estava em um patamar BEM mais tranquilo, como sempre foi entre eu e ela, eu tive de sair. Mas aí começou a parte realmente boa do meu dia.

Hoje eu fui trabalhar como garçon. Aquele buffet é o melhor de todos os que eu já trabalhei, no quesito tratamento dos funcionários. Geralmente se faz festas de casamento, ali, mas dessa vez o casal que não pode dar uma festa na época do casamento estava comemorando bodas de prata (25 anos de casados). A festa era para ser para 100 pessoas. A preparação, nesses casos, garante atendimento a 150, porque a dona Luiza (dona, literalmente) gosta de fazer as coisas com muito carinho e atenção. Eu pedi passes de tróleibus pro meu pai, porque os meus acabaram, mas quando eu cheguei no ponto, eu não parei de andar. Segui andando por alguns metros, quando começou a garoar. Comecei uma conversa, no meio da rua, com Deus. Disse que não me importava se chovesse, pois poderia pegar o tróleibus, mas não estava a fim. Perguntei o que ele faria, mas como ele não me responde tem algum tempo, quando pergunto as coisas pra ele, eu disse "Faça como quiser... não estou nem ligando! Mas se você não quiser que eu tome chuva, não mande!" E continuei andando, e andando, até que, quando percebi, já estava a apenas um ponto de distância. Não ia pegar o tróleibus ali. Comecei a descer a ladeira do Bom Fim. Vi um poste parado na calçada, desses que seguram placas, ou semáforos, não tenho certeza (pela espessura, acho que era de semáforo), e dei um tremendo soco nele. Aliás, nunca tinha feito um poste daquele tamanho vibrar tanto, com um soco! E o mais legal, é que nem doeu!

Mais ou menos 35 minutos depois de sair de casa, eu cheguei no buffet. Esperei um pouco, conversando com um amigo, enquanto chegavam mais amigos. Aí fomos esterilizar os copos e pratos (nessa hora eu quase me arrependi de ter dado o tal soco no poste, porque literalmente mergulhar a mão no álcool 92% foi uma experiência interessante, mas, por ser interessante, passou a ser prazerosa! (Quel, se você ler isso, acho que estou repensando a idéia do chicote! hahaha piada interna)). Terminamos cedo, e fomos comer. Foi só então que me dei conta de que não tinha comido nada o dia inteiro... Comi pouco, mas comi o bastante pra aguentar a festa toda. E mesmo que não tivesse comido, nesse buffet, geralmente eles mandam os garçon pararem pra comer, de quando em quando. Logo no começo da festa, pouquíssimas pessoas, eu fui servir os canapés, quando algo aconteceu que me deixou ainda mais feliz que a caminhada até o Ragazzi e a mão no álcool juntos: não sei se é porque eram belíssimas garotas, ou se é só porque eu estava precisando ouvir um incentivo, mas logo que as servi, e enquanto eu estava me afastando, tive a impressão de ter sido justamente pra que eu ouvisse que falaram "Nossa, você viu como é educado, esse garçon?" "É... E não é feio, também..." Eu continuei andando, como se não tivesse ouvido. Mas juro que aquilo me fez um bem danado... Geralmente não faria a menor diferença, mas hoje eu quis que fizesse. Acho interessante o comportamento delas. E não sei se eu é que estava querendo achar, mas aquela maiorzinha estava mesmo me paquerando, a festa inteira! Achei meio desagradável quando um cara estava com o braço por cima do ombro dela, porque se eles estavam juntos, ela poderia pelo menos respeitá-lo, não? Mas depois que o vi conversando da mesma forma com outras garotas, desencanei. A festa não estava muito cheia... de 100 pessoas, acho que não foram 70. E algumas pessoas estavam realmente pra baixo... (uma garota em especial, que eu acho que tinha passado por maus bocados, também, já que estava literalmente triste.)

Mesmo com a festa meio vazia, na hora do "puts puts", o salão estava intransitável. Como eu estava distribuindo comidas, e ninguém estava comendo nada, eu fiquei um bom tempo conversando com o cozinheiro (que todo mundo diz que é viado, mas eu juro que não, depois da conversa que tive com ele... Mas mesmo que fosse, é gente boa pra caramba!). Mas sempre que eu ia pro salão, aquele mesmo grupo de garotas ficava me olhando... Depois de um tempo eu notei que olhavam pra todos os garçons, mas eu não ligo! Só o fato de que eu era um deles, levantou a minha moral. Quando a festa estava no pico, o contratante foi lá na cozinha, e pediu pra dona Luiza permitir que um dos garçons fosse dançar (parece que eles se conheciam). Esse garçon recusou, mas depois que foram pedir permição, mesmo não querendoele teve de ir. E nessa, acabei indo junto... Todos os garçons, na verdade. Eu não acredito até agora que, quando me dei conta, eu estava tomando cerveja no meio de uma festa que eu fui pra trabalhar... De fato, até entrei na pista de dança, por um tempo! Hahahahaha Eu não fiquei bêbado... Só tomei um copo (talvez 300 ml) de cerva... Mas eu estava querendo mesmo estrapolar um pouco, então eu fui no embalo... Só que foi meio constrangedor dançar sozinho... Eu quase fui tirar alguém pra dançar, mas acho que não me livrei totalmente da timidêz, só com o primeiro copo. Aquelas garotas que estavam ainda olhando pros garçons estavam sentadas, nessa hora, e eu sei que alguma delas teria ido dançar, se eu chamasse, mas não tive coragem.

E foi assim que a festa terminou: os garçons e os convidados numa bagunça só... A dona Luiza num desespero, porque ela é, como eu disse, muito atenciosa e carinhosa com tudo, e com todos. Estava preocupada com a forma como iríamos pra casa, e tal. Pra ela se acalmar, eu disse que o James ia me levar até em casa. (Geralmente ele só me leva até o ponto, e hoje não foi diferente, mas eu menti pra ela se tranquilizar. Foi divertido a bessa... Eu nunca tinha me imaginado numa balada, e ainda estou ouvindo um "twiiin", por causa do som alto, mas me diverti muito! Até esqueci de toda a dor que tinha sentido hoje (os pés doendo desde a caminhada até o serviço, e as costas, depois de um tempo mantendo a postura... Sem menção à unha encravada, que ainda está inflamada, mas depois eu falo dela).

Quando, finalmente, o povo começou a ir embora (mais ou menos meia-noite e dez), eu estava me despedindo de todo mundo, e como precisava parecer que eu ia com o James, eu tive de esperar ele, do lado de fora. A garota que ficou na recepção, que eu nunca lembro o nome, mas que hoje, por algum motivo começou a prestar atenção em mim, depois que eu contei pro James algo que agora me soa realmente como 'fui trocado por um namoro virtual' (Soraya, não esquenta, tá? eu mesmo tô rindo disso, agora, e insisto que não estou bêbado!)... Enfim, ela me fez lembrar que eu não sinto frio, porque ela mesma estava tremendo... Acho que eu não mudei tanto quanto tinha pensado, porque na hora eu fiquei com peso na consciência, por não ter uma blusa pra emprestar. Aliás, lembrei de uma outra experiência que um garoto e eu fizemos com um guarda-chuvas e a minha mão... Justo a de levar as bandejas, mas de fato não doeu tanto quanto pareceu que doeria... E também a brincadeira com gelo-seco, que lembrou muito a brincadeira com o pedaço de carvão vivo, no churras de aniversário da Quel em 2006... Hoje eu estava mesmo nostálgico, não?

Então, acabei desviando do assunto... Enquanto eu esperava o James se despedindo de todo mundo, resolvi retribuir o favor que uma das garotas me fez, quando soprou no meu ego, e, ao ver que ela estava dentro do carro que, se não me engano era o dos noivos, eu lancei um olhar pra ela que eu queria ter visto, porque ela realmente ruborizou e mexeu nos cabelos, desviando o olhar. (será que eu consigo fazer isso de novo, se quiser?) Depois ela olhou de volta e retribuiu com um sorriso... Eu sei que nunca haveria nada entre eu e uma completa desconhecida, e estou buscando algo agora para o que um "alguém" seria um empecilho, mas eu tinha de agradecer de alguma forma a inflada no meu auto-estima, então dei uma massageada leve no ego dela. Sustentei o olhar dela até que ela saiu de vista completamente. Acho que não vou lembrar o rosto dela, pela manhã... Mas garanto que não esqueço tão cedo o que aqueles olhos fizeram por mim, hoje.

Chega de poesia... Fomos embora, e quando desci no ponto, disse que tinha resolvido ir andando pra casa (mentira: já era minha intenção, e eu só não fui desde o buffet, pra não preocupar a dona Luiza). O James queria me deixar mais perto, mas assim que ele parou no farol eu já me despedi de todo mundo e desci do carro. Vou dizer uma coisa: poucas coisas nessa vida me deram mais prazer do que andar à chuva, na rua pouco movimentada e pouco iluminada, Faltando pouco para uma da manhã, ouvindo músicas no celular com o volume no máximo, pensando na vida, cantando... Foi quando eu lembrei porque de eu gostar tanto de cantar, quando fazia parte da equipe de louvor da igreja... A música me revitaliza... Claro que se eu cantasse essas músicas na igreja seria excomungado, mas aí já é detalhe...

Quando estava próximo de casa, eu busquei na lista de reprodução a música "Sweet Child O'mine", do Guns'n'roses... Essa eu não tive coragem de cantar, porque meu inglês falado é péssimo, mas ouvi nas maiores alturas! Fiz questão de que fosse a última antes de entrar em casa. Quando cheguei, percebi que ninguém mais tinha chegado. Estava sozinho em casa. Tomei um banho rápido, o que é sinal de que, apesar do cansaço, eu estou muito feliz, porque se não, teria sido um banho demorado e relaxante. Me sinto pronto pra começar tudo de novo, ou cair durinho no chão, porque meu espírito se sente forte, mas meu corpo está desistindo... Vou aproveitar pra contar uma coisa nojenta: sabem aquela unha encravada? Quando tirei a meia, quase não a vi, tamanha era a quantidade de sangue que cobria o meu dedo! Hahahahaha Adorei! Não doía nada, mas estava feia, a coisa! Deu até fome, todo aquele sangue...

Mas eu acho que minha unha já está voltando ao normal...

Ai eu vim para o computador, tentei dar um oi pra Raquel, mas ela não responde no msn, disse qualquer coisa no Twitter, e vim blogar... Esse dia poderia ter sido diferente de muitas formas... Mas duvido que tivesse sido melhor que isso, não importa quanto diferissem, desde a parte do ego murcho... Me diverti, hoje... De formas inesperadas... Ainda não acredito que minha primeira balada foi numa festa na qual eu deveria estar trabalhando... E estou torcendo pra próxima ser mais sossegada e regada a chope de vinho!

É isso, meus amigos: Mais um dia estranho, na vida de um cara que nunca foi normal! E vocês leram primeiro aqui, no "Loucuras de Um são"!


***

Atualizando, faltando um minuto pras três da madruga!

Não é que a Raquel respondeu?! E eu vou colocar aqui o que ela me disse, e que me fez rir pra caramba! (Adoro ser malvado! Hahahaha)

*o cara disse
*vc tah com o teu brinquedinho na bunda né??? Ganhei um A+???
*Respondi: Não, não.. De acordo com a Jeeh, você é o brinquedinho dela.. Agora, se você come a bunda dela... ou não... é uma coisa que precisam resolver sozinhos! Poupe-me dos detalhes sórdidos.
*ai a mina veio dizer para eu parar de entrar na vida íntima dela.. (**Acho que quem estava "entrando", era o namorado dela! Hahahahaha!)
*daí respondi: Jéh... Eu paro de falar da sua vida íntima, neném.. Não sabia que estava entrando nela! O.o'
*e a mina apagou o comentário!

(* = A Quel disse. ** = Eu estou comentando agora)

De boas? O cara tá mesmo entrando na intimidade da garota! Hahahaha e a Raquel ainda ficou com peso na consciência, porque não teve a intenção de ofender a garota, e falou na inocência... Acho que é mesmo inocente... A outra garota é que estava "levando por trás"! Hahahahahahahaahahahahahahahahahaahahaha

Eu já tava de saco cheio desse cara e da garota... Eles falam muita merda, e já me deram nos nervos... Não sei como a Quel dá atenção pra eles, ainda, mas esse episódio foi ótimo! Hahahaha

E a Quel ainda queria se desculpar:

*acho que não me fiz entender..
* tava sendo sincera ué..
* deus do céu entrar na vida íntima de alguém..
* ainda mais de um mano com uma mina..
*mas acho que eu devo ter cutucado a ferida, sem querer..

** É, Raquel, você cutucou mesmo... E eu acho que a intimidade da garota deve estar mesmo ferida! Hahahahaha Adorei!

Agora eu vou dormir, porque quem ler isso até o final já deve estar pasmo com o meu comportamento, desde a parte da troca de olhares com uma desconhecida e da balada, e não vou dar a chance de mais alguma coisa acontecer e aumentar a lista... Hahahaha

Bá noite!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Morando sozinho...

Eu tinha pensado em outra coisa para escrever aqui... Mas quando percebi que escrevi a respeito duas vezes, em épocas diferentes da minha vida, e que nenhuma delas foi publicada, mas estão salvas como rascunho, resolvi não perder tempo em falar do que hoje parece algo tão distante...

Então vou tentar falar um pouco do que pensei para mim num futuro que espero próximo, nos últimos dois meses.

A primeira coisa que eu gostaria que acontecesse, é um emprego. Nada muito ambicioso, é claro: um salário de mais ou menos 1500 reais, seria bastante para começar... Dentro de um ano, eu sei que poderia comprar um carro. E daí o "sonho" começa.

Logo que eu estivesse financeiramente estável, e conseguindo pagar todas as minhas contas, eu ia juntar o dinheiro necessário para sair de casa. Até então, claro, com algum aumento no salário, eu poderia pensar em sair de casa. Mas não penso em aluguel... Sou um pouquinho mais orgulhoso que isso: se, com um carro de valor aproximado 10 mil reais, com um DGTS acumulado por uns dois anos, e, sendo muito otimista, um salário de 2200 reais, mais algum na poupança, eu daria entrada num apartamento. Nada muito grande, que dê trabalho para arrumar... Algo que seja, no mínimo suficiente, e no máximo confortável (embora essa parte só dependa mesmo de mim).

Mas essa parte do apartamento, tem duas faces: primeira, a possibilidade de um dia eu me casar, e, segunda: a localidade do imóvel.

Vou começar falando da segunda. A maior parte da minha infância, eu morei em S. Matheus. E, embora eu tenha passado o "melhor ano da minha vida" em Sto. André, de ter a maior parte dos meus "rolês" por aqui, de... enfim, de gostar de Sto. André, não é aqui que quero morar, por alguns motivos. Dentre eles, a família: Toda a minha família mora em Santo André, e eu não quero facilitar as visitas deles. O objetivo de morar sozinho... bem... é estar sozinho, não? Minha mãe me disse, esses dias "Eu não entendo, uma pessoa que tem família, que tem com quem morar, querer ir morar sozinho, isolado da família..."... É, mãe... Não entende... Talvez se nos entendêssemos melhor, eu não teria tanta vontade de ir embora. Aliás, eu mesmo não entendo tanta coisa que tenho de engolir...
Um amigo meu disse que é exagero, morar sozinho, que não acha legal, por causa da idade, e que seria melhor eu tirar umas férias, longe da família, pra espairecer... Mas São Matheus não é tão longe assim... E eu sei que eles não vão me deixar sozinho todos os dias, e que vão ligar muitas vezes... conheço-os.

Mas eu sou mais específico, quanto a essa localidade: eu gostaria de voltar a morar no mesmo condomínio onde morava antes. Sei que, na região, é o local mais barato. E sei disso, porque minha irmã de consideração vai se casar no dia 15 de janeiro de 2011 (tenho de lembrar de verificar o dia do casamento da Quel... Vou ser padrinho nos dois casamentos!), e está procurando onde vai morar, e me disse isso. Mas esse é um contra-ponto: eu não quero que ela apareça em casa toda vez que quiser me dar bronca... Sei que não vou impedí-la, mas não pretendo facilitar... Pensei então no condomínio onde a Soraya mora, já que o nome da rua é impronunciável, e seria mais difícil me acharem lá... Mas me disseram que lá eles adoram aplicar multas nos moradores, por qualquer besteira... Eu sou pacato, quando estou em casa, mas gosto de ouvir música alta, e quando faço merda é pra valer, então isso poder sair caro... (Sem falar na mania de socar paredes, mesmo morando em casa geminada... Imagina se fosse apartamento!) Mas são só algumas opções.

O primeiro ponto que eu citei, é a possibilidade de me casar. E, bem, se for para me casar e morar num apartamento, ótimo. Se tiver filhos, menos ótimo. Nesse caso, eu teria uma fonte garantida de entrada, para uma casa (ou um apartamento maior... :P). Se tem algo que ninguém pode desmentir, é que o mercado imobiliário é uma inflação constante! Por exemplo: quando me mudei de lá, vendi o apartamento todo reformado por 55 mil. Minha tia está de mudança do mesmo condomínio, e vendeu o ap dela por 65 mil. Isso no final do ano passado. Esse ano, segundo a pesquisa que minha irmã fez, um apartamento naquele lugar está saindo em torno de 70 a 80 mil reais (90, dependendo da reforma e do andar). E, se acontecer mesmo uma estação do metrô ali (conforme propaganda do "Expansão São Paulo", da prefeitura), provavelmente esse preço sobe ainda mais. Cito também o fato de que a inflação imobiliária é proporcional em todos os lugares. Assim, se eu resolver me mudar de lá, simplesmente vendo, e dou a entrada para onde quer que eu queira morar depois. Mas isso precisa ser pensado melhor...

...

Ah! Já sei... Quanto à arrumação: Eu não sou bagunceiro, mas se fizer arte, é só despender de 50 reais para uma diarista... E eu conheço muitas! Depois disso, é só tentar manter a casa em órdem (se for possível... XD).
Cozinha... Bem... Por um motivo ou outro, eu aprendi o básico: Arroz, feijão, carnes, saladas, sopas... E, mesmo que o livro de receitas falhe, eu sempre posso ligar pra alguém e pedir algum conselho... Sem contar que, ali perto, eu tenho uma "família de consideração", cheia de primos, tias, avós... E eles tem um restaurante, então cozinhar não é menos que um hábito, pra eles... Podem muito bem me dar uma mão... Hehehe
Mais uma coisa: se eu tiver uma televisão, um computador com internet e um telefone, acho que não vou precisar de mais nada, quanto a entretenimento. E minha vida social pode se tornar mais agitada do que é atualmente.



Vou entrar de novo na questão de eu estar sendo "precipitado" na minha decisão... Tem uns tempos que eu tenho desejado sair de casa e tirar "férias", dessa família... Ao ponto de eu considerar até a idéia de ir morar no exterior, conforme já foi citado aqui... Mas isso, ao meu ver, seria realmente um exagero. Sem falar que eu já fui ameaçado de morte, caso fizesse isso (piada interna ^^).

Acho que o fato de nunca ter estado tão longe de imaginar o meu casamento talvez me tenha despertado esse desejo de sair logo de casa. Mesmo que eu não me case, não quero passar o resto da vida como "dependente" dos meus pais. Quero a minha vida, mesmo que ela não seja tão confortável... Mas que pelo menos eu possa chamar de minha. E, conforme os dias passam, e esses novos objetivos vêm se formando dentro de mim, eu começo a pensar em não deixar passar certas oportunidades. Mesmo que, no fim, eu quebre a cara, quero me orgulhar de quem sou, pelo menos mais uma vez.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Devaneando, novamente...

Parece que não venho aqui há anos... Nem me lembro direito qual foi a última coisa que postei aqui...

Mas não vim aqui pra falar a respeito disso, vim? Na verdade, eu não sei pra que vim. Sei apenas que, por importante que seja, não tem a ver com conclusões ou filosofias pessoais, ou não estaria neste blog.

Hoje eu viajei por todos os sentimentos que me lembro já ter sentido: amor, ódio, solidão, paz, mansidão, temperança, desespero, raiva, tristeza, agonia... Entre muitos outros. E talvez tenha percebido quanto foi que eu mudei. Não encontrei nenhuma reação a qualquer desses sentimentos. Não demonstrei sequer um. E não importa o motivo de cada um (e cada motivo só existe mesmo dentro da minha mente), não foi bom ou forte o bastante pra se manter firme ante a minha indiferença. Apatia é um vício.

Além disso, lembrando de uma conversa que tive no último sábado sobre TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), lembrei de muitos que eu já tive. E estou curioso a respeito de como me livrei deles.

O primeiro de que me lembro, é de organização. Não era tudo que eu tinha de organizar, mas tudo que eu tinha de organizar, tinha de ficar do meu jeito: Louças, panelas e talheres nos armários e gavetas; roupas nos armários; bagunças e objetos de valor pessoal nas devidas caixas de sapatos (esse eu ainda tenho, eu acho)... E um que eu acho ser o mais estranho: depois de tomar café, eu sempre enchia o copo, xícara, caneco, seja lá o que fosse, com água de filtro e tomava.

Algumas vezes eu ainda faço isso, mas não é a mesma coisa. Eu acho que consigo lembrar a sensação de não cumprir algum desses rituais. Aquela sensação de vazio... De "algo definitivamente está errado"... Eu sempre ficava irritado. Sempre ficava desesperado, mesmo sem saber o motivo. Mas se tem uma coisa que eu sempre soube fazer foi esconder meus sentimentos. E nesses momentos, eu sempre me continha. E, pensando bem, até que isso é divertido... Toda essa coisa de fazer seus rituais, e torná-los algo importante... Mas um dia eu descobri que não era dos rituais que eu sentia falta...

Tenho certeza de que, assim que eu descobri o que era um TOC, e percebi que tinha vários, eles foram caindo no esquecimento... E não me lembro bem quando foi a última vez que realmente me senti mal, por não ter algum desses comportamentos entendido. Claro que isso não quer dizer que eu tenha deixado de sentir a mesma frustração, a mesma ira, e o mesmo sentimento de vazio e "ainda está faltando algo!". Mas isso é outra história, não? (Risos).

Eu gostaria de saber o que tem isso de importante, na vida dos meus leitores... Mas, considerando que alguém chegou a terminar de ler, posso presumir que tenha aprendido algo que não sabia... E alguém ainda pode examinar melhor seu próprio comportamento e descobrir algum TOC escondido...

Mas, sabe de qual deles eu definitivamente não me libertei ainda? Não sei se devo dizer, mas estou morrendo de vontade, então...

Quer mesmo saber de uma coisa? Já era de se esperar, vindo de mim, mas eu não vou contar! Hahahaha...

É isso, meus amigos blogueiros... Eu ainda não li as atualizações de um monte de gente... E não repassei o selo que ganhei, embora eu já o tenha selado no meu blog há algum tempo... Mas Não vou fazer isso tudo agora, porque não tô no clima! Mas esperem: Eu sempre volto!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Carcará

(Indicação: http://umkadicoisa.blogspot.com/)




Carcará:

É um falcão de pernas e pescoço compridos. De cor parda, ele apresenta manchas brancas na garganta, peito e cauda, e possui uma crista negra no alto da cabeça. Mede de 50 a 60 cm de comprimento, possuindo manchas mais claras nas pontas das asas. Cara vermelha

A invenção do automóvel trouxe grande benefício para o carcará. Este grande pássaro consegue bom suprimento de alimento dos restos de animais atropelados nas rodovias. O carcará é um limpa-estradas.

Come tudo o que acha, desde as carcaças de cadáveres comidos pelos corvos, até insetos e lesmas. Seu sistema digestivo é poderoso e o que não consegue digerir é regurgitado sob a forma de pelotas.


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Por que estou falando do Carcará:


Sei lá... Só achei que devia, eu acho... Ou não... De repente me veio essa... Sei-lá-o-que-,-vinda-sei-lá-de-onde-,-pra-não-sei-o-que-...


O legal é que isso não tem qualquer relação com o Linck que eu indiquei no começo do post! Vai entender... Mas o blog é interessante!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Escrito em 17 de outubro de 2008

pessoas desconhecidas que vêm não sei de onde, vão não sei por que, mas que deixam o que eu não sei dizer

pessoas que querem dar nomes às coisas que não conhecem

pessoas que querem descrever aquilo que nunca viram...

pessoas que escrevem, sem canetas, lápis, ou talhadeiras, mas com a mesma fúria

pessoas que partem, não por irem, mas por dividirem

pessoas que somem e não deixam à mostra os rastros de sua origem

parecem não querer voltar

apenas saem pelo mundo, sem se preocupar com o que vão encontrar

pessoas que chamamos por um nome tão bonito, que diverge entre as nações

palavra essa que pode ser friend, amigo, amie...

palavra que chama pessoa

pessoa que diz emoção

emoção que faz sentimento

e nesse aglomerado de letras, palavras e sentenças, se faz a poesia

e o tempo vem, e apaga as marcas deixadas na areia, como a maré que vem com a lua

assim seja!